João, o discípulo amado, poderia também ser chamado de o “discípulo da longevidade”. Em um período de turbulências onde César e Israel não se entendiam muito bem sobrava mesmo para os tais “do caminho” pagar o pato. Geralmente com a própria vida.
João, o rapaz, aproveitou sua convivência com Jesus para absorver pontos de vista diferentes dos de seus colegas mais velhos. Enquanto Pedro, Tiago e companhia se preocupavam com os sinais da chegada do reino hebreu João era inundado pela palavra. Pela palavra falada por Jesus, fosse ao alto do morro de frente pro lago dizendo: “Bem aventurados os pacificadores (...)” Como registrou seu colega Mateus. Ou mesmo pela palavra escrita, uma vez que ele nos deixou além do evangelho que leva o seu nome, três epistolas e Apocalipse.
Entre substantivos e adjetivos na vida de João se destaca, sobretudo, o verbo.
O Verbo encarnado cheio de graça e verdade, o verbo pão do céu que da vida ao mundo, O verbo Luz do mundo, o bom pastor a fonte de águas vivas. O caminho. O verbo da verdade.
Qual é então seu legado? O que nos deixou este verbo? Sua paz. Que não é a que foi corrompida como fizeram os romanos da época de João nem a da ausência de conflitos dos dias de hoje.
Ao dizermos: Eu sou a paz estamos chamando sobre nós a responsabilidade de vivermos o evangelho, de sermos a paz que excede todo o entendimento para um Rio de Janeiro de coração turbado onde o que morre não é apenas o corpo, mas a alma.
Eu sou a paz não o outro, a responsabilidade é minha como tudo no evangelho é. Sou eu a tomar da água e a comer do pão que Cristo da. Sou eu a andar por este caminho, a salgar, a espargir luz.
Enquanto o Rio espera por “Paes” o verbo segue pacificador de nossos próprios corações. Desafiador ao enviar-nos a consolar todos os que choram, todos os que ele ama.
A paz do evangelho muda a mim e a meu próximo.
Paz seja convosco.
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