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O indivíduo e os grandes centros urbanos



As cidades são esses locais de encontro de pessoas; foram sempre marcadas por serem pontos de aglomerações onde podemos encontrar uma diversidade de indivíduos, e cada um em busca de seus interesses, sejam pessoais ou coletivos. É nesse encontro de “gentes” que grupos se formam, pessoas identificam-se umas com as outras exatamente pelos interesses e aspirações que tem para si ou para a cidade.

Outros grupos são formados não por suas buscas ou ideais, mas pelas situações que os afligem, como os que são injustiçados, excluídos, desabrigados, os que não têm voz perante a sociedade. Sejam nas grandes metrópoles brasileiras ou nas do mundo, encontraremos pessoas que se encontram delineadas pelas situações descritas acima, e que muitas vezes se impõem contra estas circunstâncias.
A pouco tempo pudemos acompanhar através do noticiário, internet e outros meios de comunicação, todo o processo de revolução no Egito. Que foi liderada por uma tribo que aparece em todas as épocas, os jovens. A juventude egípcia foi a grande protagonista de tudo o que vimos, tendo como cenário a Praça Tahrir(que significa “libertação”) localizada em um dos grandes centros urbanos do mundo, o Cairo. Eles eram um grupo que estavam lutando por sua necessidade de democracia, liberdade e justiça.

Estas coisas devem salientar a nossa percepção, de que estamos cercados por indivíduos que estão agrupados em suas necessidades e perspectivas, muitos deles intencionalmente ligados, outras vezes não, como já vimos. O importante é saber que existe uma diversidade de grupos espalhados pela cidade, com uma diversidade de perguntas sendo feitas por eles, formada por uma diversidade de indivíduos repletos de necessidades.

Lucas ao escrever o seu evangelho, nos aponta como Jesus transitou entre aqueles grupos excluídos de sua época, entre pessoas que não tinham sequer direitos. Jesus se importava com as questões que abrangiam as pessoas de sua época. Como não nos lembrarmos da passagem da viúva de Naim, em que o texto deixa bem claro (Lc. 7:13) que o Mestre se compadeceu pela mulher, ressuscitando seu filho, trazendo de volta para ela esperança e sustento.   

A cidade pode ser uma grande comunidade, sem as barreiras sociais que nos dividem, reconhecendo que somos todos humanos, e é este fator que nos agrega e faz com que venhamos nos importar com as necessidades de uns dos outros, e que são dessas relações que brotam as soluções para a própria cidade.

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Como movimento de jovens cristãos internacional, nosso objetivo é mobilizar, inspirar e formar a juventude cristã para aplicar o evangelho em sua própria época da história através da abordagem dos três níveis de discipulado, para que a mensagem atinja as sociedades de forma integral.